A Fome Não é o Fim
O livro de Rute começa com uma contradição marcante: havia fome em Belém, cidade cujo nome é associado à “casa do pão”. O lugar que deveria representar provisão atravessava uma estação de escassez.
O livro de Rute começa com uma contradição marcante: havia fome em Belém, cidade cujo nome é associado à “casa do pão”. O lugar que deveria representar provisão atravessava uma estação de escassez.
Depois de oito mensagens em Efésios 4, chegamos à imagem final da Igreja madura. O Apóstolo Paulo começou falando de vocação, depois tratou de unidade, graça, dons, trabalhadores, aperfeiçoamento dos santos e maturidade. Agora mostra como tudo isso deve funcionar na prática: um Corpo vivo, ligado a Cristo e no qual cada parte coopera para a edificação das outras.
Efésios 4:14 apresenta uma das marcas mais claras da maturidade cristã: deixar de ser levado de um lado para outro por qualquer influência, emoção ou ensino. Paulo escreve que não devemos mais ser “como meninos, agitados de um lado para outro e levados ao redor por todo vento de doutrina” (Efésios 4:14 — ARA).
Ao longo da série “Igreja Madura”, vimos que Cristo chama, une, distribui graça, levanta trabalhadores e equipa os santos. Tudo isso aponta para um objetivo maior: formar um povo parecido com Cristo.
Uma igreja madura não é aquela em que poucos fazem tudo enquanto muitos apenas assistem. A igreja madura é aquela em que os santos são preparados, capacitados e enviados para servir.
A igreja amadurece quando deixa de apenas admirar a obra de Deus e passa a trabalhar nela. Esse é o princípio revelado por Paulo em Efésios 4:11 e confirmado pelas palavras de Jesus em Mateus 9:35-38.
Efésios 4:7-10 revela um dos movimentos mais profundos do Reino de Deus: Cristo desceu, venceu, foi exaltado e, do Seu trono, distribuiu graça e dons à Sua igreja. Esse texto não fala apenas sobre a vitória de Jesus. Ele também revela o caminho da verdadeira grandeza e o modo como Deus forma pessoas maduras para servir.
A maturidade da igreja não aparece apenas naquilo que ela realiza, mas na forma como preserva a unidade que Cristo já estabeleceu. Uma igreja madura não é formada por pessoas iguais. Ela é formada por pessoas diferentes que aprenderam a colocar Cristo acima de tudo aquilo que poderia separá-las.
A vida cristã não é apenas o recebimento de uma experiência espiritual, mas uma caminhada contínua de transformação. Deus não nos chamou somente para sermos alcançados pela graça, mas para amadurecermos até refletirmos o caráter de Cristo. É exatamente esse o tema abordado pelo Apóstolo Paulo em Efésios 4, ao apresentar o modelo de uma igreja madura.
Vivemos em uma geração que busca desesperadamente identidade. As pessoas desejam pertencer, ser reconhecidas e fazer parte de algo significativo. Por isso, muitos constroem sua identidade sobre aquilo que fazem, sobre os grupos aos quais pertencem, sobre suas opiniões, posições ou conquistas. Entretanto, a grande pergunta que as Escrituras nos fazem é: quem realmente define quem somos?