Baseado na palavra do culto de 24/08/2025
Deus tem falado conosco sobre o tempo de despertamento. Não é apenas sobre avivamento, mas sobre o chamado urgente para sair da estagnação espiritual e avançar no propósito de Deus. Muitos já viveram experiências profundas com o Senhor — cura, libertação, encontros marcantes —, mas, depois de um tempo, pararam no meio do caminho. E quem para no meio do caminho, não chega ao destino. O propósito de Deus não se cumpre apenas no início da jornada, mas na perseverança em obedecer e prosseguir.
Em Deuteronômio1:6, o Senhor disse a Israel:
“O Senhor, nosso Deus, nos falou em Horebe, dizendo: Tempo bastante haveis estado neste monte.”
Horebe, ou Sinai, foi o monte da revelação, onde Deus entregou a lei a Moisés. Era lugar de presença, voz e instrução. Contudo, naquele mesmo monte onde Deus se manifestou, Ele disse: “Vocês já ficaram tempo demais aqui.” O povo havia experimentado o sobrenatural, mas se acomodou. Permaneceram onde deveriam apenas passar. E o Senhor precisou dizer: “Levantem-se e avancem.”
Há estágios em nossa caminhada que são apenas transições, não destinos. O deserto não é o fim, é o processo. Quando nos acomodamos onde deveríamos crescer, corremos o risco de viver espiritualmente parados. A estagnação é perigosa porque se disfarça de estabilidade. Dá a impressão de que está tudo bem, quando, na verdade, perdemos o movimento do Espírito.
O povo de Israel estava num lugar de presença, mas não de avanço. E isso ainda acontece conosco. Podemos estar cheios de experiências espirituais, participar de cultos intensos e, mesmo assim, permanecer sem frutificar. A fé que não avança se transforma em religiosidade.
O autor de Hebreus confronta essa realidade:
“Pois, com efeito, quando devíeis ser mestres, atentando ao tempo decorrido, tendes, novamente, necessidade de alguém que vos ensine, de novo, quais são os princípios elementares dos oráculos de Deus; assim, vos tornastes como necessitados de leite e não de alimento sólido.” (Hebreus 5:12).
É um chamado à maturidade. Deus espera crescimento proporcional ao tempo decorrido. Ele não se agrada de quem estaciona, mas de quem prossegue rumo à plenitude.
O apóstolo Paulo também nos lembra:
“Não sabeis vós que os que correm no estádio… correi de tal maneira que o alcanceis.” (1 Coríntios 9:24).
Não basta correr — é preciso correr bem, com propósito. A maturidade espiritual exige movimento, constância e fé ativa.
Quando deixamos de crescer, nos tornamos como crianças espirituais desnutridas — incapazes de digerir o alimento sólido da Palavra. Uma criança que não cresce adoece, e o mesmo acontece espiritualmente. A falta de saúde espiritual paralisa o propósito. Há muitos que abortam os processos de Deus antes da hora, impedindo que o propósito se complete.
Por isso, é tempo de orar:
“Pai, em nome de Jesus, cancelamos toda herança maldita de abortos espirituais e físicos. Fechamos as brechas espirituais e declaramos que daremos à luz aos Teus propósitos. Em nome de Jesus. Amém.”
Deus nos chama a romper com a estagnação. A fé sem obras é morta. O medo e a acomodação são inimigos do avanço. Em Mateus 25:24-25, o servo que recebeu um talento disse:
“Senhor, sabendo que és homem severo, que ceifas onde não semeaste, e ajuntas onde não espalhaaste, receoso, escondi na terra o teu talento.”
Aquele homem tinha capacidade de multiplicar, mas o medo o paralisou. Enterrou o que havia recebido e foi chamado de “mau e negligente”. Quantos têm enterrado seus dons, ministérios e propósitos por medo ou desânimo?
O talento representa tudo o que Deus nos confiou — e esconder o talento é enterrar a própria vida. Mas Deus está dizendo: “Desenterra o que está adormecido. É tempo de se mover!”
Em Ezequiel 37, o profeta viu um vale de ossos secos. Quando ele começou a profetizar, os ossos se uniram e o Espírito trouxe vida. Assim também, quando começamos a nos mover em obediência, Deus restaura e ressuscita o propósito que parecia morto.
O povo de Israel se acomodou no deserto, onde havia maná e direção diária. Era confortável, mas temporário. O deserto nunca foi o destino final. O propósito era chegar à terra que mana leite e mel — lugar de trabalho, colheita e promessa. Muitos ainda vivem correndo atrás de milagres, quando deveriam viver a partir dos princípios do Reino. Quem vive de princípios vê os milagres correndo atrás dele.
A estagnação nasce do medo, da acomodação e da preguiça espiritual. Em Provérbios 24:30-31, está escrito:
“Passei pelo campo do preguiçoso e junto à vinha do homem falto deentendimento; eis que tudo estava cheio de espinhos… e o muro de pedra estavaem ruínas.”
O homem tinha uma vinha, mas não tinha entendimento. Assim é aquele que possui recursos, dons e oportunidades, mas não os desenvolve. A falta de entendimento limita o crescimento.
Deus quer renovar a mente e restaurar o movimento do Seu povo. Muitos estão parados no casamento, nas finanças, no ministério, ou na fé. A solução não está em esperar que as circunstâncias mudem, mas em alinhar-se aos princípios da Palavra. Prosperidade não vem de ter mais, mas de estar alinhado com o coração de Deus.
Quem não se alinha à Palavra pode até mudar de ambiente, mas o deserto continuará dentro de si. A verdadeira transformação começa quando renovamos a mente e o coração diante de Deus.
Este é um tempo de despertamento. O Senhor está dizendo à Sua igreja: “Vocês já ficaram tempo demais neste monte.” É hora de levantar, avançar e romper os ciclos de estagnação. Não fomos chamados para sobreviver espiritualmente, mas para frutificar, multiplicar e manifestar a glória de Deus na terra.
Avançar é um ato de fé e obediência. Quando damos o primeiro passo, o Espírito Santo sopra novamente sobre nós, reacendendo o propósito e conduzindo-nos ao destino preparado pelo Pai.
“Tempo bastante haveis estado neste monte.”(Deuteronômio 1:6)
O Senhor está nos chamando para prosseguir. Não podemos viver presos a experiências antigas, nem nos acomodar no que já recebemos. É tempo de maturidade, movimento e avanço no propósito eterno de Deus.
Deus abençoe a sua vida!
Alexandre Paz

