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O coração preparado para receber o novo de Deus

Baseado na palavra do culto de 14/09/2025

“Não vos lembreis das coisas passadas, nem considereis as antigas. Eis que faço coisa nova, que está saindo à luz; porventura, não o percebeis? Eis que porei um caminho no deserto e rios, no ermo.” Isaías 43:18-19

Vivemos um tempo espiritual decisivo, tanto no mundo quanto na vida individual de cada filho de Deus. Há movimentos acontecendo em escala global, e o Senhor deseja que Seu povo compreenda que nada está desconectado: o que toca sua casa, sua rotina e suas emoções faz parte de algo maior que Ele está construindo. Assim como na parábola do semeador, Jesus nos mostra que o mesmo tipo de semente produz resultados completamente diferentes dependendo da condição do solo. O que determina o fruto não é a intensidade da Palavra, mas a disposição do coração que a recebe (Mateus 13:1–23).

Alguns corações se tornam como terra endurecida, onde as sementes são roubadas rapidamente. Outros recebem com alegria, mas não criam raiz e desanimam diante das pressões. Há ainda quem permita que espinhos — preocupações, cansaço, distrações — sufoquem aquilo que Deus começou. Mas o Senhor chama Sua Igreja a ser solo fértil, sensível e preparado. Como está o seu coração hoje?

Nos últimos dias, essa foi uma pergunta intensa no meu espírito: “Você está percebendoo que Eu estou fazendo?” A inquietação que muitos têm sentido não é humana; é espiritual. O Senhor está alinhando vidas, casas, ministérios e nações. E Ele nos chama a discernir o tempo — como declara o Salmo 90:12 : “Ensina-nos a contar os nossos dias, para que alcancemos coração sábio.”

Essa percepção também aparece no texto de Isaías 43:18–19. A promessa não fala apenas de um futuro distante, mas de um movimento atual de Deus, que cria caminhos onde só vemos deserto e faz brotar rios onde só percebemos sequidão. Assim como Israel viveu mais de um êxodo, Deus também nos conduz a novas libertações que não se parecem com as anteriores. No êxodo do Egito, Deus abriu o Mar Vermelho para que o povo passasse. Já em Isaías 43, vemos Deus anunciar ao seu povo, exilado na Babilônia,

que faria algo diferente: Ele abriria um caminho no deserto e colocaria rios no ermo. Ele não está limitado aos métodos antigos. Ele é Senhor ontem, hoje e eternamente — e age em novidade.

Porém, para viver o novo, o coração precisa ser tratado. O exemplo do bambu nos lembra que a maior parte do crescimento acontece debaixo da terra. Anos de raízes profundas antecedem dias de crescimento visível. Assim também Deus forma em nós estruturas internas que ninguém vê, mas que serão essenciais para sustentar aquilo que Ele fará adiante.

Jesus reforça essa verdade em Mateus 9:16–17:

“Ninguém põe remendo de pano novo em veste velha; porque o remendo tira parte da veste, e fica maior a rotura. Nem se põe vinho novo em odres velhos; do contrário, rompem-se os odres, derrama-se o vinho, e os odres se perdem. Maspõe-se vinho novo em odres novos, e ambos se conservam.”

O Senhor não derrama Sua unção específica para esta estação em estruturas ressecadas, rígidas ou endurecidas. O odre antigo precisa voltar ao óleo — voltar à Presença, à sensibilidade, à flexibilidade espiritual. A unção sempre prepara antes de capacitar.

Para isso, o Espírito Santo nos chama a abandonar distrações. Algumas distrações não são pecados; são “apenas” coisas boas no momento errado. E isso muda tudo. O crescimento interior exige foco. O Reino tem muitas demandas, mas você não foi chamado para todas — apenas para aquilo que o Pai confiou às suas mãos. É preciso discernir, dizer “não” ao que rouba energia espiritual, e guardar o coração.

A guerra que enfrentamos não é natural. “As armas da nossa milícia não são carnais…” (2 Coríntios 10:4–5). Há pressões, notícias, ambientes e desafios que só serão compreendidos quando nossos olhos espirituais forem abertos. Assim como o servo de Eliseu viu os cavalos e carros de fogo quando o profeta orou (2 Reis 6:17), também nós precisamos dessa visão ampliada.

E como essa visão nasce? Pela Presença. Pelo óleo. Pela vida interior fortalecida. Deus está formando discípulos maduros, enraizados, prontos para sustentar o que virá. O vinho novo que Ele derrama não é para enfeitar, mas para fortalecer Sua Igreja diante dos dias que se aproximam.

O processo, porém, passa pela prensa. A azeitona só se torna óleo quando pressionada. O trigo só vira pão quando moído. A uva só vira vinho quando pisada. Por isso Jesus disse:

“Então, disse Jesus a seus discípulos: Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, tome a sua cruz e siga-me.” Mateus 16:24

Não é um convite para o sofrimento sem propósito, mas um convite para a transformação com propósito eterno.

Diante disso, Deus nos pergunta:

  • Em qual estação você está?
  • O que Ele está ajustando dentro de você?
  • Que raízes Ele está aprofundando?
  • O que precisa voltar ao óleo?
  • O que precisa ser deixado para trás?

Este é um tempo de despertar espiritual. Um tempo em que o Senhor prepara Seu povo como um exército firme, sensível e vigilante. Um povo que enxerga além das notícias e discerne o ambiente espiritual. Um povo capaz de sustentar o vinho novo sem romper.

Por isso, mergulhe de novo no óleo. Restaure sua sensibilidade. Permita que Ele amoleça o que endureceu. Ajuste sua armadura. Fortaleça suas raízes. O que Deus está fazendo no mundo passa também pelo que Ele está fazendo dentro de você.

O novo já começou e você é parte dele.

Deus abençoe sua vida! Mônica Paz