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ORAÇÃO E ARREPENDIMENTO: o clamor que muda uma nação

Baseado na palavra do culto de 20/07

Vivemos dias em que o Senhor está chamando Sua Igreja a um posicionamento mais profundo e sério diante dEle. Esta palavra é um alerta — não apenas para a nação, mas para cada um de nós. Há guerras espirituais sendo travadas, e muitas vezes não percebemos que o inimigo já começou a se instalar em áreas da nossa vida. Achamos que o que falta é apenas uma nova oportunidade, um novo emprego, um novo negócio, mas o verdadeiro alinhamento só acontece quando aprendemos a lutar nossas batalhas espiritualmente, de joelhos diante de Deus.

Muitos cantam: “É assim que eu luto minhas guerras”, mas poucos realmente lutam ajoelhados. O crente que vive de joelhos diante de Deus permanece de pé diante de qualquer situação. Quando o caminho do clamor, do jejum e da oração é negligenciado, acabamos nos curvando diante das pressões do mundo. Por isso, a palavra do apóstolo Paulo ecoa com força:

“Por esta causa me ponho de joelhos diante do Pai, de quem toma o nome toda família, tanto no céu como sobre a terra” (Efésios 3:14-15, ARA).

O tempo em que vivemos exige arrependimento e intercessão. Na semana anterior, a mensagem foi sobre o renovo do Senhor em Isaías 35, mas nesta, o Espírito Santo nos leva a Isaías 34, que revela o juízo de Deus. Antes da salvação vem o juízo — e antes da restauração, o arrependimento. O Senhor deseja trazer redenção, mas não toma o culpado por inocente. Ele está chamando Seu povo a discernir os tempos e a se levantar em oração pela nação.

As enchentes, as crises e os sinais no cenário mundial são alertas de Deus. O aumento das tensões políticas e comerciais entre as nações revela um tempo de instabilidade espiritual. Deus está falando, mas poucos estão ouvindo. O profeta declara:

“Chegai-vos, ó nações, para ouvir; e vós, povos, escutai; ouça a terra e a sua plenitude” (Isaías 34:1, ARA).

O Senhor está dizendo: “Ouçam, nações da terra!” — porque Ele continua sendo o justo Juiz. Sua aliança não é com nacionalidades, mas com a Sua Palavra. Quando uma nação exala pecado, Deus vê. O cheiro da injustiça, da corrupção e da imoralidade sobe diante dEle. E o Senhor não permanece indiferente. Por isso, é tempo de clamar: “Senhor, sara a nossa terra!”

“Aquele que habita no esconderijo do Altíssimo e descansa à sombra do Onipotente diz ao Senhor: Meu refúgio e meu baluarte, Deus meu, em quem confio” (Salmos 91:1-2, ARA).

Assim como Israel se enganou ao fazer aliança com os gibeonitas sem consultar ao Senhor (leia Josué capítulo 9), muitos têm tomado decisões sem buscar a direção de Deus — e isso tem aberto brechas espirituais. O Senhor está chamando a Sua Igreja para romper com alianças erradas, sistemas corrompidos e pecados tolerados. É tempo de quebrar o ciclo da indiferença espiritual e voltar-se com todo o coração para o altar.

Isaías fala do juízo sobre Edom — uma nação descendente de Esaú, símbolo do homem carnal que troca o direito espiritual por prazeres momentâneos. O “espírito de Edom” ainda age em nossos dias, levando pessoas e nações a valorizar mais as conquistas materiais do que a presença de Deus. É o sistema que despreza o favor do Senhor e exalta a força do próprio homem.

Mas a verdadeira bênção não vem da terra; vem do céu. O juízo desce sobre tudo o que é edomita — tudo o que se opõe à vontade de Deus e à Sua santidade.

O texto de Isaías 34 descreve uma terra desolada, cheia de ruínas e sem fruto — imagem do que acontece quando Deus é rejeitado. O juízo é o resultado natural do afastamento da presença de Deus. Contudo, mesmo quando tudo parece ruir, há uma promessa: a Palavra do Senhor não falha.


“Buscai no Livro do Senhor e lede: nenhuma destas criaturas falhará; porque a boca do Senhor o ordenou, e o seu Espírito mesmo as ajuntará” (Isaías 34:16, ARA).

O que o Senhor espera de nós é simples, mas profundo: oração, arrependimento e santidade.

A oração abre os céus mesmo quando parecem de bronze; o arrependimento restaura o favor de Deus; e a santidade nos separa dos sistemas deste mundo. O Espírito Santo está convocando a Igreja para um tempo de intercessão verdadeira — não apenas por nossas causas pessoais, mas pela nação, pelas famílias e pelas autoridades. Precisamos voltar a clamar pelo Brasil, pedindo que o Senhor preserve a liberdade de pregar o Evangelho e que o Espírito Santo conduza esta terra ao avivamento e à justiça.

A Palavra é clara: “Segui a paz com todos e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor” (Hebreus 12:14, ARA).

Deus está chamando a Sua Igreja ao altar, não para uma religiosidade aparente, mas para um arrependimento genuíno. O Senhor não busca aplausos, mas corações quebrantados. O verdadeiro avivamento começa quando o povo de Deus se curva novamente diante dEle, reconhecendo que sem o temor do Senhor não há sabedoria nem direção.

Aqueles que se refugiam nas promessas de Deus experimentarão a restauração. Ainda que os sistemas da terra entrem em colapso, os que permanecem fiéis à aliança viverão sob o favor do Altíssimo. O juízo virá sobre o sistema de Edom, mas sobre o povo que teme ao Senhor virá salvação.

Por isso, este é o tempo de se colocar de joelhos. É hora de clamar, interceder e buscar santidade. Que cada casa, cada célula e cada família se tornem um altar vivo de oração pela nossa nação. Quando a Igreja se levanta em arrependimento, o céu se move em misericórdia.

Deus abençoe a sua vida!

Alexandre Paz